Durante a sua já tradicional live das quintas-feiras, o presidente Jair Bolsonaro disse que nunca chamou a covid-19 de " gripezinha" e afirmou que não existe nenhuma gravação que mostre o contrário.
"A grande mídia falando que eu chamei de gripezinha a questão do covid. Não existe um vídeo ou um áudio meu falando dessa forma", disse o presidente. Em março deste ano, no entanto, o presidente usou a expressão ao menos duas vezes publicamente. A primeira vez, em uma coletiva de imprensa, no dia 20 de março: "Depois da facada, não vai ser uma gripezinha que vai me derrubar, tá ok?". Quatro dias depois, voltou a usar o termo em pronunciamento nacional em rádio e TV: "No meu caso particular, pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado pelo vírus, não precisaria me preocupar, nada sentiria ou seria, quando muito, acometido de uma gripezinha ou resfriadinho, como bem disse aquele conhecido médico, daquela conhecida televisão". Ele se referia a uma fala do médico Drauzio Varella, que apoiadores do presidente resgataram de um vídeo de janeiro deste ano. Mais tarde, o médico um gravou novo depoimento em que reconhecia que havia subestimado o novo coronavírus. Confira as falas do presidente no vídeo logo acimaMais Que tudo - Rafael
terça-feira, 19 de janeiro de 2021
sábado, 2 de março de 2019
Governo Bolsonaro: forçado a recuar no caso de Ilona Szabó, Moro perde seus 'superpoderes'
Governo Bolsonaro: forçado a recuar no caso de Ilona Szabó, Moro perde seus 'superpoderes'
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| Ilona é conhecida por sua posição contrária à flexibilização do porte de armas. |
O recuo foi em relação à nomeação de Ilona Szabó, diretora-executiva do Instituto Igarapé, como suplente do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária.
Vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, o conselho tem 26 componentes, entre titulares e suplentes, e tem como função implementar novas diretrizes criminais e carcerárias.
A nomeação foi publicada no Diário Oficial na quarta-feira. Na noite do dia seguinte, a desistência foi anunciada, após repercussão negativa nas redes sociais entre eleitores do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Ilona é conhecida por sua posição contrária à flexibilização do porte de armas.
Ilona também se posiciona contra a redução da maioridade penal para 16 anos - que, segundo ela, não é capaz de reduzir a quantidade de crimes. Em relação à política de drogas, Ilona defende a legalização de drogas e diz que as atuais condições são prejudiciais à sociedade brasileira e argumenta que falta um programa de saúde adequado para lidar com esse público.
Este e outros episódios vividos por Moro nos dois primeiros meses de governo confrontam a versão de que ele teria carta branca para atuar, opinam cientistas políticos ouvidos pela BBC News Brasil.
"O Moro acha que pode mudar as coisas como quer, como quando era juiz, mas não pode. Ele está ligado a um governo de extrema direita e que defende o armamento", disse a cientista política Vera Lucia Chaia, professora da PUC-SP.
Segundo a especialista, Moro está tendo de lidar com um cotidiano muito diferente daquele a que estava acostumado à frente da Operação Lava Jato.
"Agora, ele não está sabendo se enquadrar nos esquemas do governo Bolsonaro. Ele está ligado umbilicalmente à proposta de Jair Bolsonaro. Ou ele se enquadra nas propostas de Jair Bolsonaro ou ele sai", disse Chaia.
Do Diário Oficial aos Trending Topics
No dia da nomeação de Ilona, logo cedo, foram publicadas críticas à escolha de Moro no Twitter. Em uma dessas mensagens, Bene Barbosa, da ONG Viva Brasil, que milita pela liberação de armas, classificou Ilona como "inimiga do governo".
Também teve repercussão na rede social, entre apoiadores de Bolsonaro e dos movimentos de direita, mensagem com uma foto de Ilona acompanhada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do empresário húngaro-americano George Soros.
Ele é um dos mais renomados investidores e filantropos do mundo, criticado por ativistas de direita no Brasil que o acusam de ser "esquerdista" por financiar ONGs de defesa de direitos humanos.
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| Episódios vividos por Moro nos dois primeiros meses de governo confrontam a versão de que ele teria carta branca |
O Instituto Igarapé confirmou que recebe financiamento da Open Society Foundations, fundada por George Soros, e presidida por Patrick Gaspard. Esclareceu que também é financiado por diversas outras fundações, agências de países estrangeiros e think tanks.
"Nós temos um financiamento diversificado e isso é muito importante para nós, inclusive com recursos que vêm de fora do Brasil. Além disso, é importante esclarecer que trabalhamos em outros países, como África do Sul, Colômbia, Haiti, México, e EUA. Não somos focados exclusivamente no Brasil", disse à BBC News Brasil Robert Muggah, especialista em segurança e desenvolvimento e um dos fundadores do instituto.
Ainda na manhã da quarta-feira começou a circular a hashtag #ilonanão, que apareceu em 70 mil mensagens no Twitter entre quarta-feira e quinta-feira e alcançou o primeiro lugar nos trending topics mundiais.
"Ilona não é uma infiltrada, não é um cavalo de Tróia! Para que isso fosse possível seria necessário que ela tivesse escondido as pautas que defende e NUNCA O FEZ, está tudo lá, preto no branco, claro e cristalino. #IlonaNão", escreveu Barbosa em uma de suas mensagens.
Após publicar diversas críticas à escolha de Ilona no Facebook, o MBL (Movimento Brasil Livre), um dos principais impulsionadores dos protestos anti-Dilma em 2016, comemorou o recuo de Moro: "Vencemos!!"
Moro atribui desistência à repercussão negativa
Em nota do ministério, Moro pediu desculpas a Ilona e deixa claro o motivo do recuo, ao mencionar que a revogação da nomeação foi feita "diante da repercussão negativa em alguns segmentos".
O órgão diz, ainda, que a escolha foi motivada "pelos relevantes conhecimentos da nomeada na área de segurança pública e igualmente pela notoriedade e qualidade dos serviços prestados pelo Instituto Igarapé".
Bacharel em Relações Internacionais, Ilona tem mestrado em Estudos de Conflito e Paz pela Universidade de Uppsala, na Suécia, e é especialista em Desenvolvimento Internacional pela Universidade de Oslo.
O cientista político Thiago Trindade, professor da Universidade de Brasília (UnB), defende que um conselho deve ter integrantes com diferentes opiniões
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| Bolsonaro foi eleito com a flexibilização do acesso a armas entre suas principais promessas |
"Do ponto de vista republicano e democrático, o Moro estava tomando uma atitude que muitos poderiam considerar louvável, porque ela é uma pessoa que tem divergências públicas em relação ao pacote anticrime, flexibilização das armas. O que caracteriza a democracia é a possibilidade de embate entre grupos que pensam diferente", afirmou.
Embora também considere que um conselho deve ter membros com posições diversas, Vera Lucia Chaia diz que foi "incoerente" com o governo a decisão de Moro chamar Ilona, considerando as posições dela e os efeitos previsíveis de críticas entre os eleitores de Bolsonaro.
Procurada nesta sexta-feira para comentar a situação do ministro, a assessoria de imprensa do Ministério da Justiça e Segurança Pública disse que as informações sobre o caso já estavam contidas na nota.
A reação de Ilona Szabó
Ilona disse lamentar que não pôde assumir o mandato "devido à ação extremada de grupos minoritários". Uma nota, que começa com um agradecimento a Moro, foi divulgada pelo Instituto Igarapé, com o título: "Ganha a polarização. A pluralidade é derrotada".
"O país precisa superar a intolerância para atingir nossos objetivos comuns na construção de um país mais justo e seguro. O Instituto Igarapé desde sua fundação trabalha de forma independente e em parceria com as instituições de segurança pública e justiça criminal no Brasil e em diversos países do mundo. Continuaremos abertos a contribuir com interlocutores comprometidos com políticas públicas baseadas em evidências. O Brasil, mais que nunca, precisa do diálogo democrático, respeitoso e plural", diz o texto assinado por Ilona.
Juiz Moro versus ministro Moro
Outro exemplo recente em que Moro sentiu a pressão da opinião pública sobre suas declarações foi em relação ao tema do caixa dois.
Para justificar o fatiamento do pacote anticrime proposto pelo governo Bolsonaro, e após pressão de parlamentares, ele declarou que, embora seja grave, o caixa dois não tem a mesma gravidade que a corrupção.
"(O caixa dois) não tem a mesma gravidade que corrupção, crime organizado e crimes violentos", disse o ministro, em fevereiro.
Na mesma ocasião, ele disse que as reclamações dos políticos em relação ao tema eram "razoáveis".
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| Um grande desconforto para Moro são as denúncias que envolvem o partido do presidente e a família dele - como a investigação sobre as movimentações financeiras atípicas de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro |
Enquanto foi juiz, contudo, ele declarou que caixa dois é "trapaça" e "pior que enriquecimento ilícito".
Depois das críticas pela mudança de opinião, Moro disse que houve má interpretação da imprensa e negou que exista contradição entre as declarações que fez como ministro e como juiz sobre o tema.
"Quando era juiz, tinha o próprio código dele. Agora, está sentindo nas costas o peso de ter entrado na política. Ele tinha uma avaliação pessoal em relação ao caixa dois e agora é obrigado a recuar e dizer que não é pior que corrupção", disse Thiago Trindade.
Para o cientista político, posições de Moro antes de assumir o ministério revelam que ele gostaria de, dentro do governo, tomar atitudes que ele não tem conseguido assumir.
"Moro não tem conseguido implantar algumas ideias que ele gostaria que fossem feitas, segundo o que podemos interpretar pela a trajetória dele", disse Trindade.
Um grande desconforto para Moro, segundo os especialistas, são as denúncias que envolvem o partido do presidente - a suspeita de candidaturas de laranjas do PSL abastecidas com verbas públicas na última eleição - e a família dele - investigação sobre as movimentações financeiras atípicas de Fabricio Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro.
"São problemas que todo mundo está vendo e sobre os quais o ministério não está", disse Vera Lucia Chaia.
Rede social
Os cientistas políticos ouvidos pela reportagem criticam a falta de profundidade dos debates que têm as redes sociais como palco.
"As redes sociais são importantes, mas o debate é de uma pobreza tremenda. É como se as redes sociais tivessem o poder absoluto de governar um país como o Brasil, de resolver os problemas que nós temos", avalia Chaia.
Thiago Trindade concorda que a qualidade do debate costuma ser diminuída nas redes sociais. Ele acha que, ao tentar dialogar por esse meio, o presidente tenta passa a imagem de que tem um canal direto com a sociedade.
"A imagem que se tenta construir do Bolsonaro é de um líder que dialoga direto com o povo, sem a intermediação da imprensa tradicional, que geralmente aparece como inimiga e com interesses particulares nesses discursos. Isso valoriza menos até o Parlamento, que seria um canal de diálogo muito importante do poder público com a população", afirmou.
No Twitter, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, comemorou a saída de Ilona.
"Após exoneração de Ilana Szabó outro que era contra o projeto anticrime de Moro pede para sair. O desarmamentista Renato Sérgio de Lima, do Conselho Nacional de Segurança Pública e Defesa Social, dispensou-se em solidariedade a Szabó #grandedia", escreveu.
Para Vera Lucia Chaia, o episódio também revela que os filhos de Bolsonaro continuam atuantes no governo, inclusive por meio das redes sociais. Em café da manhã com jornalistas recentemente, Bolsonaro negou isso, dizendo: "nenhum filho meu manda no governo, não existe isso".
"Os filhos ainda estão atuando livremente, pressionando o governo e pressionando o ministro Sergio Moro", disse.
Laís Alegretti e Eric CamaraDe Brasília e Londres para a BBC News Brasil
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019
Trump é 'racista, vigarista e trapaceiro': como acusações de ex-advogado podem abalar a Casa Branca
Trump é 'racista, vigarista e trapaceiro': como acusações de ex-advogado podem abalar a Casa Branca
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| Ex-advogado de Trump afirmou que presidente é 'vigarista e trapaceiro' |
Washington parou na manhã desta quarta-feira (27) para assistir ao vivo, em todos os principais canais de televisão americanos, o depoimento a parlamentares do ex-advogado e "faz tudo" de Donald Trump, Michael Cohen.
E ouviu, logo no início da sessão, Cohen afirmar em alto e bom som que o presidente dos EUA e seu ex-patrão é "racista, vigarista e trapaceiro".
Divulgadas na véspera para a imprensa local, as 20 páginas da fala inicial de Cohen impressionam pelos ataques ao caráter do presidente - "me mandou mentir para a primeira-dama" - e sua relação com as leis - "mentiu para o país", "subornou uma atriz pornô" e "fraudou um leilão".
Tido durante anos como um dos conselheiros mais próximos do presidente, Cohen advogou entre 2007 e 2017 para Trump. Em dezembro, ele foi condenado a três anos de prisão por evasão fiscal e por mentir ao Congresso americano. Semanas antes de ser preso, ele colaborava com a Justiça em um processo semelhante às delações premiadas do Brasil.
Perante o Congresso nesta quarta-feira, ele afirmou que Trump sabia, durante a campanha, que colegas estavam negociando com o WikiLeaks o vazamento de emails para prejudicar a campanha da adversária democrata Hillary Clinton.
O advogado também disse que o presidente mentiu ao afirmar que não participou de negociações para a construção de um hotel em Moscou com investidores russos. "Ele mentiu sobre isso porque nunca esperou vencer (a eleição). Também mentiu sobre isso porque ele ganharia centenas de milhões de dólares com o mercado imobiliário de Moscou."
O presidente também teria fraudado um leilão para supervalorizar um retrato de si mesmo - que hoje estaria decorando um de seus resorts.
O depoimento ao Comitê de Supervisão e Reforma da Câmara acontece no mesmo dia em que o presidente tenta chamar atenção do mundo para seu encontro no Vietnã com o líder norte-coreano Kim Jong-un. E o termo impeachment não demorou a aparecer no salão do Congresso americano.
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| Segundo Cohen, Trump ganharia centenas de milhões de dólares com investimentos na Rússia |
Pouco depois da fala inicial de Cohen, o congressista republicano Jim Jordan, que citou a palavra pela primeira vez, disse que o depoimento era parte de uma tentativa dos rivais democratas de "tirar o presidente do governo".
"É importante deixar clara uma diferença que muitos não percebem. Impeachment, para a lei americana, é a abertura do processo de investigação contra um presidente. Não é o resultado final. A sentença final significa a remoção ou não do presidente, e isso ocorre depois que ele já sofreu o impeachment", diz à BBC News Brasil o juiz federal americano Peter Messitte, que vive nos arredores de Washington e já morou no Brasil nos anos 1960.
De acordo com o juiz, o testemunho de Cohen poderia, teoricamente, ser usado por oponentes de Trump para acusar o presidente de suborno ou obstrução de Justiça.
Impeachment nos EUA
O que pode embasar um pedido de impeachment nos Estados Unidos?
"A lei coloca como bases possíveis para o impeachment a existência de 'crimes graves ou contravenções'. Mas o que isso significa na prática? "A Constituição não diz", afirma Messitte.
"É preciso que algo sério ocorra, mas há leituras de que não seria preciso um crime específico para um processo de impeachment ocorrer - abuso de poder, por exemplo, seria um argumento."
Para o especialista no sistema judicial americano, um processo de impeachment, assim como no Brasil, depende acima de tudo de vontade política.
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| Trump foi acusado pelo seu ex-advogado de ter cometido fraude no leilão de um retrato dele próprio |
"Se não houver disposição política, o processo simplesmente não acontece. Não se sabe como os democratas vão reagir. É possível - e eles já demonstraram - que prefiram manter Trump onde está e enfraquecê-lo sem tirá-lo do governo. A decisão está nas mãos de pessoas como Nancy Pelosi (líder democrata na Câmara)", diz.
Caso o impeachment aconteça, um longo processo de audiências teria início, sem previsão de encerramento.
"Se o processo for aberto pela Câmara dos Representantes (equivalente à Câmara dos Deputados do Brasil), uma série de etapas de coleta de documentos e evidências e convocação de testemunhas passa a acontecer", diz.
"Cohen seria novamente chamado a depor, dessa vez como testemunha, junto a outras pessoas. Ele então repetiria os fatos que apresentou nesta quarta-feira", diz.
Após votação por simples maioria na Câmara, o caso iria para o Senado, onde seriam necessários votos de dois terços dos membros da Casa - que atuariam "tanto como juízes quanto como júri", segundo Messitte.
Na história dos EUA, dois americanos - Richard Nixon e Bill Clinton- sofreram processos de impeachment. O primeiro renunciou às vésperas de ser afastado. O segundo foi inocentado pelo Senado, após ser considerado culpado pela Câmara.
O que Cohen apresenta como prova
"Donald Trump é um homem que concorreu à Presidência para tornar sua marca grande, não para tornar nosso país grande (em referência ao slogan de campanha "Make America Great Again"). Ele não tinha desejo ou intenção de liderar esta nação - apenas de se promover e construir sua riqueza e poder", disse Cohen aos deputados.
A credibilidade de Cohen, no entanto, vem sendo questionada por aliados de Trump, que o chamaram de "fraudador" e "criminoso" durante a audiência.
O ex-advogado - que perdeu recentemente o direito de exercer a profissão - foi condenado a três anos de prisão após confessar culpa em uma série de acusações que incluem fraudes fiscais e bancárias e declarações falsas ao Congresso em um depoimento anterior.
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| Mueller está conduzindo uma investigação sobre a suposta interferência russa na eleição presidencial |
No ano passado, Cohen reconheceu que mentiu no depoimento sobre sua participação nas negociações para a construção de uma Trump Tower em Moscou, durante a campanha de 2016. A negociação sugeriria um suposto vínculo comercial entre Trump e os russos durante a campanha - o que é investigado pelo Departamento de Justiça americano em apurações sobre um suposto conluio entre aliados de Trump e de Vladimir Putin para interferir nas eleições americanas. O inquérito é conduzido pelo promotor especial Robert S. Mueller.
Desta vez, ele apresentou documentos e cheques para embasar sua fala aos congressistas.
Caso Stormy Daniels
Entre eles, está a cópia de um cheque pessoal de US$ 35 mil (aproximadamente R$ 130 mil), assinado por Trump depois de assumir o cargo, para supostamente silenciar a atriz pornô Stormy Daniels, que teria tido um caso com o presidente. Outro cheque no mesmo valor, vindo de uma conta corporativa do presidente, também foi apresentado.
"Ele me pediu para pagar a uma estrela de cinema adulto com quem ele teve um caso, e mentir para sua esposa sobre isso, o que eu fiz. Mentir para a primeira-dama é um dos meus maiores arrependimentos. Ela é uma pessoa gentil e boa. Eu a respeito muito - e ela não merecia isso", disse Cohen.
O ex-advogado também mostrou um artigo de revista rabiscado a mão por Trump, alegando que o presidente fraudou um leilão de um retrato de si mesmo, pagando correligionários para darem lances altos e aumentar o valor da fotografia.
Cohen trouxe ainda cartas que supostamente escreveu sob "orientação de Trump" ameaçando escolas e faculdades onde o presidente estudou para que elas não divulgassem suas notas à imprensa.
No texto de uma das cartas, enviadas a Universidade de Fordham, onde o presidente estudou, o então aliado de Trump ameaça o reitor de "multas substanciais, penalidades, potencial perda de financiamento governamental e prisão" caso dados de Trump fossem divulgados à imprensa.
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| Robert Mueller é o responsável pela investigação da suposta interferência russa nas eleições dos EUA |
Sobre o vazamento de milhares de emails internos do partido Democrata para o WikiLeaks, durante as eleições, Cohen disse que Trump acompanhava e torcia pelo vazamento, considerando-o algo "genial".
"Trump era um candidato presidencial que sabia que Roger Stone (membro da campanha republicana) estava conversando com Julian Assange (fundador do WikiLeaks) sobre um vazamento dos e-mails do Comitê Nacional Democrata", afirmou Cohen.
"Dias antes da Convenção democrata, eu estava no escritório de Trump quando a secretária dele anunciou que Roger Stone estava no telefone. Trump colocou Stone no viva-voz e ele disse a Trump que tinha acabado de falar com Julian Assange", disse.

O que Robert Mueller está investigando
O promotor está apurando se houve um possível conluio entre a campanha de Trump e o governo russo para ajudá-lo a vencer as eleições de 2016. Há quatro linhas potenciais de investigação, além da conexão com o WikiLeaks:
- A reunião na Trump Tower: em 09 de junho de 2016, uma equipe russa liderada pela advogada Natalya Veselnitskaya se encontrou com filho mais velho do presidente americano, Donald Trump Jr., Paul Manafort (então coordenador da campanha) e Jared Kushner, marido de Ivanka, filha de Trump, na Trump Tower, em Nova York.
- A ligação com Moscou: Michael Cohen, ex-advogado de Trump que se declarou culpado perante a Justiça dos Estados Unidos, garante que os vínculos das empresas de Trump com a Rússia foram mantidos até o final da campanha de 2016. Ele afirma que ele próprio contatou um assistente do porta-voz de Putin, Dmitry Peskov.
- A demissão de James Comey: as acusações salientam que Trump ou pessoas próximas a ele na Casa Branca realizaram esforços para obstruir a investigação sobre a Rússia, dando como exemplo a demissão do ex-diretor do FBI James Comey, em abril de 2017. De acordo com Comey, seu trabalho ficou sob risco após Trump pedir lealdade e que desestimulasse uma investigação sobre ligações com o Kremlin de seu ex-assessor de segurança nacional Michael Flynn.
- O ciberataque russo: Mueller já apresentou detalhes sobre os esforços da Rússia para influenciar as eleições presidenciais de 2016. Os seus relatórios afirmam que hackers russos utilizaram as redes sociais para criar notícias falsas, promovendo atividades de campo como a coleta de informação de agentes russos e apoio financeiro para comícios e manifestantes.
Direto BBC, link original:
https://www.bbc.com/portuguese/geral-47392795
Ricardo Senra - @ricksenraDa BBC News Brasil em Washington
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019
Mais Que tudo - Rafael: Revelado: Como vender na internet - Definitivo
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Revelado: Como vender na internet - Definitivo
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Digo com propriedade, trabalho e coloco em prática, todas as estratégias do Érico, por isso não perca seu tempo.
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domingo, 24 de fevereiro de 2019
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