quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019
Trump é 'racista, vigarista e trapaceiro': como acusações de ex-advogado podem abalar a Casa Branca
Trump é 'racista, vigarista e trapaceiro': como acusações de ex-advogado podem abalar a Casa Branca
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| Ex-advogado de Trump afirmou que presidente é 'vigarista e trapaceiro' |
Washington parou na manhã desta quarta-feira (27) para assistir ao vivo, em todos os principais canais de televisão americanos, o depoimento a parlamentares do ex-advogado e "faz tudo" de Donald Trump, Michael Cohen.
E ouviu, logo no início da sessão, Cohen afirmar em alto e bom som que o presidente dos EUA e seu ex-patrão é "racista, vigarista e trapaceiro".
Divulgadas na véspera para a imprensa local, as 20 páginas da fala inicial de Cohen impressionam pelos ataques ao caráter do presidente - "me mandou mentir para a primeira-dama" - e sua relação com as leis - "mentiu para o país", "subornou uma atriz pornô" e "fraudou um leilão".
Tido durante anos como um dos conselheiros mais próximos do presidente, Cohen advogou entre 2007 e 2017 para Trump. Em dezembro, ele foi condenado a três anos de prisão por evasão fiscal e por mentir ao Congresso americano. Semanas antes de ser preso, ele colaborava com a Justiça em um processo semelhante às delações premiadas do Brasil.
Perante o Congresso nesta quarta-feira, ele afirmou que Trump sabia, durante a campanha, que colegas estavam negociando com o WikiLeaks o vazamento de emails para prejudicar a campanha da adversária democrata Hillary Clinton.
O advogado também disse que o presidente mentiu ao afirmar que não participou de negociações para a construção de um hotel em Moscou com investidores russos. "Ele mentiu sobre isso porque nunca esperou vencer (a eleição). Também mentiu sobre isso porque ele ganharia centenas de milhões de dólares com o mercado imobiliário de Moscou."
O presidente também teria fraudado um leilão para supervalorizar um retrato de si mesmo - que hoje estaria decorando um de seus resorts.
O depoimento ao Comitê de Supervisão e Reforma da Câmara acontece no mesmo dia em que o presidente tenta chamar atenção do mundo para seu encontro no Vietnã com o líder norte-coreano Kim Jong-un. E o termo impeachment não demorou a aparecer no salão do Congresso americano.
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| Segundo Cohen, Trump ganharia centenas de milhões de dólares com investimentos na Rússia |
Pouco depois da fala inicial de Cohen, o congressista republicano Jim Jordan, que citou a palavra pela primeira vez, disse que o depoimento era parte de uma tentativa dos rivais democratas de "tirar o presidente do governo".
"É importante deixar clara uma diferença que muitos não percebem. Impeachment, para a lei americana, é a abertura do processo de investigação contra um presidente. Não é o resultado final. A sentença final significa a remoção ou não do presidente, e isso ocorre depois que ele já sofreu o impeachment", diz à BBC News Brasil o juiz federal americano Peter Messitte, que vive nos arredores de Washington e já morou no Brasil nos anos 1960.
De acordo com o juiz, o testemunho de Cohen poderia, teoricamente, ser usado por oponentes de Trump para acusar o presidente de suborno ou obstrução de Justiça.
Impeachment nos EUA
O que pode embasar um pedido de impeachment nos Estados Unidos?
"A lei coloca como bases possíveis para o impeachment a existência de 'crimes graves ou contravenções'. Mas o que isso significa na prática? "A Constituição não diz", afirma Messitte.
"É preciso que algo sério ocorra, mas há leituras de que não seria preciso um crime específico para um processo de impeachment ocorrer - abuso de poder, por exemplo, seria um argumento."
Para o especialista no sistema judicial americano, um processo de impeachment, assim como no Brasil, depende acima de tudo de vontade política.
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| Trump foi acusado pelo seu ex-advogado de ter cometido fraude no leilão de um retrato dele próprio |
"Se não houver disposição política, o processo simplesmente não acontece. Não se sabe como os democratas vão reagir. É possível - e eles já demonstraram - que prefiram manter Trump onde está e enfraquecê-lo sem tirá-lo do governo. A decisão está nas mãos de pessoas como Nancy Pelosi (líder democrata na Câmara)", diz.
Caso o impeachment aconteça, um longo processo de audiências teria início, sem previsão de encerramento.
"Se o processo for aberto pela Câmara dos Representantes (equivalente à Câmara dos Deputados do Brasil), uma série de etapas de coleta de documentos e evidências e convocação de testemunhas passa a acontecer", diz.
"Cohen seria novamente chamado a depor, dessa vez como testemunha, junto a outras pessoas. Ele então repetiria os fatos que apresentou nesta quarta-feira", diz.
Após votação por simples maioria na Câmara, o caso iria para o Senado, onde seriam necessários votos de dois terços dos membros da Casa - que atuariam "tanto como juízes quanto como júri", segundo Messitte.
Na história dos EUA, dois americanos - Richard Nixon e Bill Clinton- sofreram processos de impeachment. O primeiro renunciou às vésperas de ser afastado. O segundo foi inocentado pelo Senado, após ser considerado culpado pela Câmara.
O que Cohen apresenta como prova
"Donald Trump é um homem que concorreu à Presidência para tornar sua marca grande, não para tornar nosso país grande (em referência ao slogan de campanha "Make America Great Again"). Ele não tinha desejo ou intenção de liderar esta nação - apenas de se promover e construir sua riqueza e poder", disse Cohen aos deputados.
A credibilidade de Cohen, no entanto, vem sendo questionada por aliados de Trump, que o chamaram de "fraudador" e "criminoso" durante a audiência.
O ex-advogado - que perdeu recentemente o direito de exercer a profissão - foi condenado a três anos de prisão após confessar culpa em uma série de acusações que incluem fraudes fiscais e bancárias e declarações falsas ao Congresso em um depoimento anterior.
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| Mueller está conduzindo uma investigação sobre a suposta interferência russa na eleição presidencial |
No ano passado, Cohen reconheceu que mentiu no depoimento sobre sua participação nas negociações para a construção de uma Trump Tower em Moscou, durante a campanha de 2016. A negociação sugeriria um suposto vínculo comercial entre Trump e os russos durante a campanha - o que é investigado pelo Departamento de Justiça americano em apurações sobre um suposto conluio entre aliados de Trump e de Vladimir Putin para interferir nas eleições americanas. O inquérito é conduzido pelo promotor especial Robert S. Mueller.
Desta vez, ele apresentou documentos e cheques para embasar sua fala aos congressistas.
Caso Stormy Daniels
Entre eles, está a cópia de um cheque pessoal de US$ 35 mil (aproximadamente R$ 130 mil), assinado por Trump depois de assumir o cargo, para supostamente silenciar a atriz pornô Stormy Daniels, que teria tido um caso com o presidente. Outro cheque no mesmo valor, vindo de uma conta corporativa do presidente, também foi apresentado.
"Ele me pediu para pagar a uma estrela de cinema adulto com quem ele teve um caso, e mentir para sua esposa sobre isso, o que eu fiz. Mentir para a primeira-dama é um dos meus maiores arrependimentos. Ela é uma pessoa gentil e boa. Eu a respeito muito - e ela não merecia isso", disse Cohen.
O ex-advogado também mostrou um artigo de revista rabiscado a mão por Trump, alegando que o presidente fraudou um leilão de um retrato de si mesmo, pagando correligionários para darem lances altos e aumentar o valor da fotografia.
Cohen trouxe ainda cartas que supostamente escreveu sob "orientação de Trump" ameaçando escolas e faculdades onde o presidente estudou para que elas não divulgassem suas notas à imprensa.
No texto de uma das cartas, enviadas a Universidade de Fordham, onde o presidente estudou, o então aliado de Trump ameaça o reitor de "multas substanciais, penalidades, potencial perda de financiamento governamental e prisão" caso dados de Trump fossem divulgados à imprensa.
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| Robert Mueller é o responsável pela investigação da suposta interferência russa nas eleições dos EUA |
Sobre o vazamento de milhares de emails internos do partido Democrata para o WikiLeaks, durante as eleições, Cohen disse que Trump acompanhava e torcia pelo vazamento, considerando-o algo "genial".
"Trump era um candidato presidencial que sabia que Roger Stone (membro da campanha republicana) estava conversando com Julian Assange (fundador do WikiLeaks) sobre um vazamento dos e-mails do Comitê Nacional Democrata", afirmou Cohen.
"Dias antes da Convenção democrata, eu estava no escritório de Trump quando a secretária dele anunciou que Roger Stone estava no telefone. Trump colocou Stone no viva-voz e ele disse a Trump que tinha acabado de falar com Julian Assange", disse.

O que Robert Mueller está investigando
O promotor está apurando se houve um possível conluio entre a campanha de Trump e o governo russo para ajudá-lo a vencer as eleições de 2016. Há quatro linhas potenciais de investigação, além da conexão com o WikiLeaks:
- A reunião na Trump Tower: em 09 de junho de 2016, uma equipe russa liderada pela advogada Natalya Veselnitskaya se encontrou com filho mais velho do presidente americano, Donald Trump Jr., Paul Manafort (então coordenador da campanha) e Jared Kushner, marido de Ivanka, filha de Trump, na Trump Tower, em Nova York.
- A ligação com Moscou: Michael Cohen, ex-advogado de Trump que se declarou culpado perante a Justiça dos Estados Unidos, garante que os vínculos das empresas de Trump com a Rússia foram mantidos até o final da campanha de 2016. Ele afirma que ele próprio contatou um assistente do porta-voz de Putin, Dmitry Peskov.
- A demissão de James Comey: as acusações salientam que Trump ou pessoas próximas a ele na Casa Branca realizaram esforços para obstruir a investigação sobre a Rússia, dando como exemplo a demissão do ex-diretor do FBI James Comey, em abril de 2017. De acordo com Comey, seu trabalho ficou sob risco após Trump pedir lealdade e que desestimulasse uma investigação sobre ligações com o Kremlin de seu ex-assessor de segurança nacional Michael Flynn.
- O ciberataque russo: Mueller já apresentou detalhes sobre os esforços da Rússia para influenciar as eleições presidenciais de 2016. Os seus relatórios afirmam que hackers russos utilizaram as redes sociais para criar notícias falsas, promovendo atividades de campo como a coleta de informação de agentes russos e apoio financeiro para comícios e manifestantes.
Direto BBC, link original:
https://www.bbc.com/portuguese/geral-47392795
Ricardo Senra - @ricksenraDa BBC News Brasil em Washington
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019
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domingo, 24 de fevereiro de 2019
Mais Que tudo - Rafael: Por que a crise na Venezuela interessa tanto paíse...
Mais Que tudo - Rafael: Por que a crise na Venezuela interessa tanto paíse...: Por que a crise na Venezuela interessa tanto países como Rússia, China e Turquia A questão venezuelana ultrapassa as fronteiras do ...
Por que a crise na Venezuela interessa tanto países como Rússia, China e Turquia
Por que a crise na Venezuela interessa tanto países como Rússia, China e Turquia
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| A questão venezuelana ultrapassa as fronteiras do continente americano |
As notícias sobre a Venezuela ganham destaque em países muito além da América Latina. Seja no alfabeto latino, cirílico ou persa, o país sul-americano desperta interesse em todo o planeta - mesmo em Estados com os quais a Venezuela não tem laços históricos ou comerciais.
A Venezuela de Nicolás Maduro (e antes disso, a de Hugo Chávez) é um assunto polêmico inevitável em debates eleitorais de nações tão diferentes quanto Espanha e Irã.
Provoca divisão, inclusive, entre parceiros políticos. Foi o que ocorreu com o Movimento 5 Estrelas e La Liga, que governam juntos a Itália, mas têm posições opostas em relação à legitimidade de Maduro como líder do Executivo - por isso, os grupos decidiram não reconhecer nem Maduro nem Juan Guaidó como presidentes da Venezuela.
Acima de tudo, a Venezuela mantém em compasso de espera as nações que não têm boas relações com os Estados Unidos.
Mas o que há de tão especial na Venezuela que atrai a atenção de tantos países?
China de olho nos seus investimentos
A razão da China para acompanhar de perto o que acontece na Venezuela tem 11 números.
O país asiático é o maior credor de Caracas. Enquanto o resto dos agentes econômicos duvidava cada vez mais da capacidade do país sul-americano de saldar suas dívidas, Pequim emprestou mais de US$ 50 bilhões para a Venezuela (alguns analistas estimam que o valor seja ainda maior, na ordem de US$ 67 bilhões).
Acredita-se que boa parte desse empréstimo já tenha sido paga pelo país sul-americano. Segundo Carlos de Sousa, especialista na América Latina da empresa de análise e previsão econômica Oxford Economics, ainda faltaria pagar pelo menos cerca de US$ 16 bilhões.
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| Acredita-se que a Venezuela deva à China cerca de US$ 16 bilhões
Foi justamente essa falta de transparência que fez com que a opinião pública chinesa ficasse desconfiada dos investimentos feitos na Venezuela.
Vincent Ni, analista da BBC para a China, explicou à BBC World que o governo "geralmente é muito aberto" em relação a seus investimentos no exterior. Então, o fato da China não "querer revelar quanto emprestou à Venezuela diz muito".
Diante da censura a que está submetida a população chinesa, é preciso recorrer à internet para saber o que os chineses pensam sobre esse tema. "Basicamente, (os chineses) dizem que a China ainda é um país em desenvolvimento e que há muitas pessoas vivendo na pobreza. (Assim, como pode) estar dando tanto dinheiro a outros países?", disse Ni. O especialista ressaltou, porém, que é difícil saber o quão representativos são comentários anônimos na internet com esse teor.
Mas a decisão chinesa de investir na Venezuela é estratégica. "(A China) sempre teve uma visão de longo prazo em relação à Venezuela: sendo este o país com as maiores reservas de petróleo do mundo, fazia sentido investir ali como uma forma de garantir uma fonte de petróleo, (produto) que é necessário para seu crescimento", disse Carlos de Sousa, da Oxford Economics.
Russ Dallen, um dos sócios do banco de investimentos Caracas Capital Markets, disse ao canal americano CNBC que os chineses temiam que a oposição venezuelana não reconhecesse as dívidas contraídas pelo país durante os anos de Hugo Chávez - ou então que encontrariam "brechas legais" para não honrar com os pagamentos.
"Os chineses não sabem o que fazer. Os homens de Maduro não estão pagando... e a situação continua se deteriorando", disse Dallen.
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Alguns chineses criticam que seu país empreste grandes somas de dinheiro a outros candidatos, quando ainda há tanta pobreza no próprio país
Porém, Guaidó já tentou dissipar as dúvidas e os receios chineses. "Nosso governo vai agir com respeito às leis e às obrigações internacionais (da Venezuela)", disse Guaidó em entrevista ao jornal chinês South China Morning Post, no início de fevereiro. "Todos os acordos que foram assinados com a China de acordo com a lei serão respeitados."
Pequim, por ora, já demostrou seu apoio a Maduro. Mas também admitiu ter falado com "todas as partes" do conflito. Mais do que fidelidade política, a prioridade chinesa é assegurar seus interesses econômicos.
"A China ainda não sabe que lado escolher", disse Ni. "Durante a Primavera Árabe, (a China) apoiou (o falecido líder líbio) Khadafi até sua queda. Mas, quando ele caiu, (a China) mudou de lado e ninguém se importou".
A Rússia e os dois campos de batalha
A Venezuela tem forte presença na mídia russa e até no Parlamento do país.
Para a Rússia, a Venezuela representa um interesse geopolítico "muito importante" para "neutralizar os interesses" dos Estados Unidos em áreas tradicionalmente consideradas de influência russa, explicou Carlos de Sousa.
"(O envolvimento dos EUA no confronto com a Ucrânia) foi uma situação muito incômoda para a Rússia". Então, o governo Putin está fazendo o mesmo na Venezuela: 'bem, agora sou eu que te incomodo'. Então, (a questão venezuelana) não é algo essencial, mas é interessante para que a Rússia tenha alguma influência no 'quintal' dos EUA", acrescentou o especialista.
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| A Rússia tem interesses econômicos e geopolíticos na Venezuela |
Para os russos, a Venezuela não apenas representa um campo de batalha externo, mas também interno.
O editor do serviço russo da BBC, Famil Ismailov, afirmou em dezembro: "Geralmente, o povo russo está cansado de ajudar governos como o sírio e o venezuelano, em vez de ver esse dinheiro investido dentro do país. Mas o governo russo tem uma máquina de propaganda muito forte".
O presidente Vladimir Putin apoia fortemente Maduro, e a imprensa russa oficial questiona o apoio popular à oposição venezuelana.
"Também há interesses econômicos muito importantes. A Rússia investiu cerca de US$ 10 bilhões (na Venezuela)", apontou Sousa. Alguns analistas acreditam que o número pode ser ainda superior, de cerca de US$ 17 bilhões.
"Os russos viram (a situação da Venezuela) de forma oportunista. A recessão no país e a queda na produção de petróleo já haviam começado. Então, a Rússia viu uma oportunidade de comprar ativos da indústria petrolífera a preços muito baratos", disse o analista da Oxford Economics.
Os deputados russos questionam frequentemente sobre o futuro do dinheiro emprestado para a Venezuela. Um dos motivos é que, na Rússia, muitos pensam que esse dinheiro não vai ser recuperado.
"Quando os russos investem em um país, fazem isso pela política, não por razões econômicas. Esse dinheiro (emprestado para a Venezuela) não vai voltar. É um pagamento feito à Venezuela pelo seu apoio à causa russa", continuou Ismailov.
"É importante mostrar para o público interno que a Rússia desempenha um papel de superpotência e tem países amigos. (A ideia então é que) vale a pena pagar por isso".
"A oposição venezuelana já indicou tanto para a Rússia quanto para a China que quer continuar a fazer negócios com esses países no futuro, quando estiver no governo", afirma Sousa. "Obviamente, quando a oposição assumir o governo no futuro, se assim for, toda a dívida com a China e a Rússia terá de ser reestruturada... E, sobre isso, eu não tenho a menor dúvida: todos vão perder em alguma medida."
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| Maduro e Rohan herdaram uma boa relação entre seus países dos antecessores Chávez e Ahmadinejyd |
Irã e a 'venezualização'
Apesar de estarem separados por mais de 12 mil quilômetros, o Irã e a Venezuela mantêm uma relação que, segundo o ex-presidente venezuelano Hugo Chávez, é "sagrada". O Irã tem sido um dos poucos países a demonstrar apoio a Maduro, chamando a autoproclamação de Guaidó de "tentativa de golpe".
Chávez e o ex-presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad foram os responsáveis por fortalecer os laços entre os dois países. Desde então, ocorreram diversas visitas oficiais dos dois lados.
Mas a aliança entre a Venezuela e o Irã é de natureza diferente, como explica o editor da emissora persa da BBC, Ebrahim Khalili: "O governo apoia a Venezuela porque sua estratégia é ser contra tudo que os Estados Unidos são a favor. Fala abertamente que devemos estar perto dos inimigos dos nossos inimigos".
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| O êxodo venezuelano gerou reação de dirigentes de diversas partes do mundo |
Turquia em busca de ouro venezuelano
Maduro também é muito conhecido na Turquia. Em setembro do ano passado, por exemplo, um vídeo do venezuelano saindo de um restaurante de luxo em Istambul provocou controvérsia.
Era a quarta visita de Maduro à Turquia desde 2016, quando as relações entre as duas nações começaram a florescer. Naquele ano, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan sofreu uma tentativa de golpe, e Maduro foi um dos primeiros líderes mundiais a apoiá-lo.
Não surpreende, então, que Erdogan tenha criticado os Estados Unidos por apoiarem Guaidó.
O parlamento turco tem, inclusive, um grupo dedicado à "amizade" turco-venezuelana. Segundo seu presidente, Kerem Ali Surekli, do partido de Erdogan, "ambos os países resistem a intervenções externas, rechaçam intervenções externas e bastam a si mesmos".
Além dos paralelos políticos, há um fator econômico que leva os turcos a manterem os olhos na Venezuela. "A Turquia é um importante produtor de jóias e um dos maiores importadores de ouro do mundo", explica Sousa. "E, no ano passado, se tornou um dos parceiros comerciais mais importantes da Venezuela, porque compra muito ouro do país sul-americano."
Índia teme que o petróleo encareça
A situação venezuelana não ganha muito destaque na imprensa da Índia, mas o setor econômico do país não perde um detalhe sobre o que ocorre no país latino-americano. O motivo é que, já há uma década, a Índia é o segundo ou terceiro maior comprador de petróleo venezuelano.
"A Índia provavelmente pode se beneficiar de sanções (dos Estados Unidos à estatal do petróleo venzuelana PDVSA), porque é outro mercado para o qual a Venezuela poderia redirecionar algumas das suas exportações", afirma Sousa.
"(A Venezuela) não faria isso (redirecionar suas exportações) com a China, já que, segundo acreditamos, está atrasando pagamentos de dívidas contraídas com o país asiático desde maio de 2018. Então, se a Venezuela exportar mais petróleo para a China, seria simplesmente uma amortização mais rápida da dívida que contraiu, em vez de obter uma receita maior de petróleo. Já a Índia pagaria em dinheiro".
Mesmo assim, Sousa acredita que a Venezuela poderá redirecionar para a Índia apenas uma fração de todas as suas exportações para os Estados Unidos.
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| A Índia é um dos principais compradores de petróleo da Venezuela |
O ministro do Petróleo e chefe da PDVSA, Manuel Quevedo, viajou em março para a Índia, onde diz ter tido "um encontro muito produtivo". "Vamos continuar a trabalhar através da troca de petróleo", afirmou.
O conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, reagiu no Twitter com uma advertência: "Os países e empresas que apoiarem o roubo que Maduro faz dos recursos venezuelanos não serão esquecidos".
Para o especialista em estudos energéticos e ambientais do Conselho Indiano sobre relações globais Gateway House, Amit Bhandari, a preocupação da Índia é que a queda da produção venezuelana produza um aumento nos preços do petróleo. O país é o terceiro maior importador de petróleo bruto do mundo, atrás de China e dos Estados Unidos.
"A maior preocupação da Índia é que importamos cerca de 85% de todo o petróleo que consumimos. Se a Venezuela, com sua significante oferta de petróleo, ficar fora do mercado, o preço vai subir para todos, sejam clientes da Venezuela ou não" , considera Bhandari.
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| Há quem chame o Zimbábue de 'Venezuela da África' |
Zimbábue, a 'Venezuela da África'
O interesse que a Venezuela desperta em outros países nem sempre deriva de fatores econômicos ou geopolíticos. É o caso do Zimbábue, que não é um importante parceiro comercial do país latino.
"Ambos os países foram prósperos no passado e tinham líderes pitorescos que desafiavam o Ocidente: Hugo Chávez e Robert Mugabe", explica Shingai Nyoka, correspondente da BBC no Zimbábue.
Em 2008, o Zimbábue teve a segunda maior hiperinflação já registrada no mundo: 79.600.000.000%, de acordo com a Tabela de Hiperinflação Global da Hanke-Krus. Hoje, sua moeda caiu em desuso e as transações são feitas com moedas estrangeiras, especialmente dólares e randes sul-africanos.
A imprensa do Zimbábue está acompanhando de perto o que ocorre na Venezuela. O motivo é que, apesar dos países estarem tão longe um do outro e serem tão diferentes, a população zimbabueana compara a situação da Venezuela com a sua própria há anos.
"Os dois países têm problemas econômicos e políticos que incluem hiperinflação, escassez de alimentos e governos em desacordo com o Ocidente. O presidente Maduro e o ex-presidente Mugabe culpavam o 'imperialismo' pelos seus infortúnios", diz Nyoka.
"Alguns chamam o Zimbábue de 'a Venezuela da África", completa.
Enquanto alguns pensam que a situação do Zimbábue deve servir de advertência para a Venezuela, mostrando o quão difícil pode ser "conservar um Estado falido", outros pensam que Maduro "está sendo sabotado por países que querem o petróleo da Venezuela".
"Eles acreditam que a crise econômica (da Venezuela) é produto de sanções e sabotagem - da mesma forma que acreditam que essas são as causas dos problemas econômicos do Zimbábue", afirma Nyoka. "Acham que Maduro está pagando o preço por ter enfrentado o Ocidente."
Link da Original: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-47312442
Stefania GozzerBBC News Mundo
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019
Mais Que tudo - Rafael: Como atrair mais clientes | Erico Rocha
Mais Que tudo - Rafael: Como atrair mais clientes | Erico Rocha: Como atrair mais clientes | Erico Rocha Para quem deseja se aventurar no mundo de vendas digital, é obrigatório conhecer os mét...
Como atrair mais clientes | Erico Rocha
Como atrair mais clientes | Erico Rocha
Para quem deseja se aventurar no mundo de vendas digital, é obrigatório conhecer os métodos
que o mestre do Marketing Digital! Me acompanhe, pois terei mais materiais, aguardem.
Mais Que tudo - Rafael: Crise na Venezuela: Como a estratégia de Trump no ...
Mais Que tudo - Rafael: Crise na Venezuela: Como a estratégia de Trump no ...: O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , afirmou nesta semana que "os dias do socialismo e do comunismo estão contados não ape...
Crise na Venezuela: Como a estratégia de Trump no país se assemelha à antiga política dos EUA para Cuba
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta semana que "os dias do socialismo e do comunismo estão contados não apenas na Venezuela, mas também na Nicarágua e em Cuba".
O pano de fundo para a frase foi a crise na Venezuela, onde o presidente Nicolás Maduro enfrenta a pressão do líder da oposição, Juan Guaidó, dos Estados Unidos e de outros países - como o Brasil -, que não reconhecem mais o seu governo.
Mas a referência de Trump a Cuba em seu discurso na segunda-feira também evocou uma história que se desenrola há mais de meio século: o domínio comunista da ilha caribenha, situação que contraria a vontade de Washington desde então.
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| Das palavras à ação, Donald Trump tem aumentado a pressão dos EUA contra o regime de Nicolás Maduro |
Esforços para cercar Cuba comercial e politicamente, fortes advertências da Casa Branca ou planos fracassados de invasões e assassinatos foram insuficientes para que os Estados Unidos conseguissem mudar o governo em Havana.
Agora que Trump escolhe endurecer as sanções econômicas contra o governo Maduro ou afirma que "todas as opções estão em aberto" para a Venezuela, surge a pergunta: trata-se da mesma e antiga estratégia dos EUA para Cuba?
"O roteiro tem um monte de coisas parecidas com Cuba", diz à BBC News Mundo Michael Shifter, presidente do Diálogo Interamericano, um centro de pesquisas sobre a região com sede em Washington.
Plano B e além?
Shifter, no entanto, aponta que existem também diferenças importantes na política dos EUA para a Venezuela e para Cuba.
Uma delas é que Washington nunca reconheceu um adversário como presidente interino de Cuba - como fez no mês passado com Guaidó, até que haja eleições na Venezuela.
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| O líder da oposição Juan Guaidó foi reconhecido como presidente interino da Venezuela por dezenas de países, como o Brasil e os EUA |
Na realidade, os EUA foram o primeiro dos cerca de cinquenta países que reconheceram a titularidade de Guaidó.
Essa abordagem multilateral é outra distinção fundamental em relação à política de Washington para Cuba depois que Fidel Castro chegou ao poder na ilha, em 1959.
Embora os EUA tenham conseguido que Cuba fosse excluída da Organização dos Estados Americanos (OEA) em 1962, seus esforços para isolar o governo comunista eram vistos como unilaterais e geravam várias críticas na região.
Apesar do esforço, com o apoio dos militares venezuelanos, da Rússia, China e Cuba, Maduro já conseguiu ficar quase um mês no poder sem o reconhecimento destas dezenas de países que apoiaram Guaidó.
Trump apelou às autoridades militares da Venezuela dizendo, na segunda-feira, que eles arriscam "perder tudo" se continuarem leais a Maduro; na semana passada, o presidente americano afirmou ter um "plano B" caso o presidente permaneça no poder.
"Sempre tenho um plano B - e C, D, E e F", disse, sem detalhar.
Mas Shifter acredita que "os EUA subestimaram a capacidade de Maduro e dos generais de resistirem" e adverte que a coalizão internacional pode ser enfraquecida diante do endurecimento da retórica, de sanções econômicas ou de ameaças de ações militares.
"Os EUA pensaram que haveria um colapso muito dramático (do governo de Maduro). Isso não aconteceu", diz.
Um teste de força para ambas as partes poderá ocorrer no sábado, dia 23, prazo estabelecido por Guaidó para a entrada na Venezuela de ajuda humanitária enviada por outros países, o que Maduro rejeita.
Nesta quinta-feira, ele ordenou o fechamento da fronteira com o Brasil.
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| Nicolás Maduro se mantém no poder com o respaldo dos militares, da Rússia, China e Cuba |
'Mentalidade da Guerra Fria'
Alguns analistas apontam que entre os principais arquitetos da estratégia dos EUA para a Venezuela estão velhos defensores do confronto político com Cuba.
Um deles é John Bolton, conselheiro de Segurança Nacional de Trump. Bolton chamou a Venezuela, Cuba e Nicarágua de "troika (palavra com origem no russo que indica um conjunto de três elementos) da tirania".
Outro é o senador republicano Marco Rubio, um cubano-americano que visitou a fronteira da Colômbia com a Venezuela no fim de semana.
"As pessoas que dirigem a política externa para o governo Trump veem o mundo com uma mentalidade da Guerra Fria", diz William LeoGrande, especialista na política americana para Cuba na Universidade Americana de Washington.
Para ele, quando os EUA deram início ao embargo comercial a Cuba em 1962, a economia da ilha era muito melhor do que a da Venezuela hoje. Ainda assim, Trump seguiu a mesma receita ao anunciar sanções contra a petrolífera estatal PDVSA.
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| John Bolton é um crítico feroz de Cuba e um dos arquitetos da estratégia americana para a Venezuela |
As exportações de petróleo para os EUA eram uma fonte vital de renda para a Venezuela. Assim, para especialistas, as sanções contra a PDVSA são equivalentes a um embargo.
"A estratégia é exatamente a mesma (como em Cuba): o governo Trump acredita que estrangular ainda mais a economia venezuelana fará com que o governo desmorone", diz LeoGrande à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC.
A eficácia da política de isolamento de Cuba foi questionada na gestão anterior da Casa Branca, sob o mandato de Barack Obama, que anunciou uma reaproximação com a ilha posteriormente revertida em partes por Trump.
"Não acho que possamos continuar fazendo a mesma coisa por mais de cinco décadas e esperar um resultado diferente. Não serve aos interesses dos Estados Unidos ou do povo cubano tentar empurrar Cuba para um colapso", disse Obama em 2014.
No último século, apenas um terço das sanções aos países em todo o mundo atingiram o objetivo de desestabilizar regimes com a ajuda de ações de inteligência ou ameaças militares, diz Gary Hufbauer, especialista do Instituto Peterson de Economia Internacional.
"Dada a fragilidade da economia venezuelana e sua grande dependência do petróleo, a probabilidade (de desestabilizar Maduro) seria de quase 50%", estima Hufbauer. "Certamente (as sanções) infligirão muita dor às pessoas comuns."
"Mas Maduro ainda tem os militares ao seu lado e uma assessoria de Cuba que têm se mostrado muito eficazes", acrescenta. "É possível que ele mantenha as coisas sob controle e fique ali por um longo tempo".

Gerardo LissardyDa BBC News Mundo em Nova York
Link : https://www.bbc.com/portuguese/internacional-47326658
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